Outros Pensamentos

abril 27, 2010

Desabrigados de Niterói: soluções necessárias

Filed under: pessoal,Política — pjresende @ 3:32 am
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Terminou hoje o prazo para a entrega de mais casas para os desabrigados do morro do Bumba, segundo informações dadas pelo vice-governador do Estado do Rio de Janeiro em entrevista datada de 17 de abril. Apesar do ânimo que podemos ter com a notícia de que 93 apartamentos foram entregues a famílias afetadas pelos deslizamentos no morro, lembramos que isso não solucionará toda a questão.

Além disso, registro que a cobertura da imprensa e a ação dos governos municipal, estadual e federal deixam a desejar em relação a diversas questões relacionadas às chuvas:

-  O que tem sido feito em relação aos desabrigados do Morro do Céu?

- Qual a solução da questão do lixo de Niterói? O aterro sanitário do Morro do Céu continuará em atividade depois que a situação estiver normalizada?

- O senhor Prefeito de Niterói tem planos para alterar a forma de operação da CLIN? A coleta seletiva, por exemplo, será uma realidade na cidade?

- Qual será o destino das áreas onde ocorreram as maiores tragédias da história de Niterói?

As perguntas estão ordenadas em ordem de horizonte de solução. O mais importante é, desde já, dar novamente um lar e restituir a dignidade das vítimas das chuvas. Depois disso, será bom para a cidade de Niterói que o lixo seja tratado de outra forma, do ponto de vista das políticas públicas. Precisamos resolver a questão dos resíduos e da disposição final que podem ter. Cairia bem para a cidade dar ênfase em programas de conscientização quanto aos 3R´s da sustentabilidade – reduzir o consumo, reutilizar, reciclar.

E quanto às áreas afetadas? O governo tme de ser eficiente no sentido de eliminar o risco das áreas serem novamente ocupadas.  Devemos pensar numa forma consciente de utilização daquelas áreas. Deixar os terrenos baldios vai promover uma nova ocupação. Os morros do Bumba e do Céu precisam de soluções urbanísticas planejadas, preferencialmente sustentáveis, que promovam o desenvolvimento local e inviabilizem a ocupação por novas casas.

É o mínimo que o Poder Público poderia oferecer àquelas áreas, levando-se em conta os indícios de negligência e de “promoção da ocupação” que supostamente beneficiaram a políticos que posteriormente o personificaram.

abril 13, 2010

Eri Pinta, Johnson Borda: Uma boa forma de ajudar as vítimas das chuvas

Filed under: observações — pjresende @ 9:34 pm
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O Instituto Abel encontrou uma forma muito inovadora de ajuda às vitimas das chuvas: trocar risadas por doações.

No próximo final de semana, o ator Eri Johnson apresenta o seu show Eri Pinta, Johnson Borda no Teatro Abel. As apresentações acontecerão nos dias 17 e 18 de abril, às 20h, e toda a renda será revertida em prol dos desabrigados das chuvas.

Não percam a oportunidade de rir e fazer sorrir.

abril 12, 2010

Chuvas: Onde doar, o que doar

Filed under: pessoal — pjresende @ 3:53 pm
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Em meio a toda a movimentação relacionada às chuvas,  convém relatar o que tem sido pedido com mais frequência e onde as doações podem ser entregues.

Por isso, decidi organizar nesse post as principais informações relacionadas a esses temas.  Colaborem, mandem maispontos de recebimentos de doações e seus respectivos endereços, para que esse post seja constantemente atualizado.

ONDE DOAR, O QUE DOAR:

Sangue:

Hemorio – Rua Frei Caneca, 08 – Centro

Dinheiro:

Defesa Civil Estadual – Caixa Econômica Federal, agência 0199, cc 006.2010-1.

Prefeitura de Niterói – Banco Bradesco, agência 309, cc 12000-6.

Prefeitura de São Gonçalo – Banco Itaú, agência 6148, cc 64846-9.

Obra Social do Rio de Janeiro – Banco Bradesco, agência 3176-3, cc 500001-7.

Cruz Vermelha – Banco Real; agência 0201; cc 1793928-5.

Igreja Adventista do Sétimo Dia – Banco Bradesco, agência 3375-8, cc 51770-4.

Transporte público, estradas e rodovias: todos aceitam doações de roupas, alimentos não-perecíveis, fraldas, material de higiene pessoal e roupas de cama.

Barcas S/A – postos de coleta nas estações Praça XV, Niterói e Charitas

Ponte S/A – posto de coleta na praça do Pedágio da Ponte Rio-Niterói

Metrô Rio – postos de coleta nas estações Ipanema/Gen. Osório, Siqueira Campos, Carioca, Estácio, Saens Peña, Del Castilho e Central.

Rodoviária Novo Rio – Av. Francisco Bicalho 01, Santo Cristo

Terminal Rodoviário Roberto Silveira – Av. Feliciano Sodré s/n – Centro

Posto da Lamsa: Central Passe Expresso, após o Túnel da Covanca, sentido Barra da Tijuca

Shoppings: alimentos não perecíveis, agua, colchonetes, material de higiene pessoal e roupas.

Plaza Shopping – Rua XV de Novembro 8, Niterói

São Gonçalo Shopping – Av. São Gonçalo, 100, Boa Vista, São Gonçalo

Carioca Shopping – Av. Vicente de Carvalho 909, Vicente de Carvalho

Rio Design Barra- Av. das Américas, 7.777

Rio Design Leblon – Av. Ataulfo de Paiva, 270 – Leblon

Botafogo Praia Shopping – Praia de Botafogo, 400, Botafogo

Shopping Nova América – Av. Martin Luther King Jr, 126, Del Castilho

Shopping Downtown- Av. das Américas, 500, Barra

Madureira Shopping – Estrada do Portela, 222 Subsolo

Center Shopping - Avenida Geremário Dantas, 404, Jacarepaguá

Shopping Tijuca- Avenida Maracanã, 987

Shopping Grande Rio – Rodovia Presidente Dutra, 4200, São João de Meriti

Shopping Itaipu Multicenter - Estrada Francisco da Cruz Nunes 6.501, Itaipu

Unidades da Guarda Municipal da prefeitura do Rio – colchonetes, alimentos não-perecíveis, água e roupas:

- Centro: no Centro Administrativo São Sebastião (sede da Prefeitura – Rua Afonso Cavalcanti, 455, Cidade Nova).

- São Cristóvão: na sede da Guarda (Avenida Pedro II, nº 111).

- Botafogo: na base operacional da GM-Rio (Rua Bambina, 37).

- Barra da Tijuca: na 4ª Inspetoria (Avenida Ayrton Senna, 2001).

- Madureira: na 6ª Inspetoria (Rua Armando Cruz, s/nº).

- Praça Seca: na 7ª Inspetoria (Praça Barão da Taquara, 9).

- Lagoa: 2ª Inspetoria (Rua Professor Abelardo Lobo s/nº – embaixo do Viaduto Saint Hilaire, na saída do Túnel Rebouças).

- Bangu: na 5ª Inspetoria (Rua Biarritz, s/nº).

- Tijuca: na 8ª Inspetoria (Rua Conde de Bonfim, nº 267).

- Campo Grande: na 13ª Inspetoria (Rua Minas de Prata, 200).

Escolas públicas:

Escola municipal Paulo Freire – Rua Soares Miranda, 77 – Fonseca

Colégio estadual Guilherme Briggs – Rua Doutor Mário Viana, 625 – Santa Rosa

Colégio Municipal Castello Branco – Rua Carlos Gianelli s/nº – Boaçu

Colégio Municipal Ernani Faria – Rua Oliveira Botelho, s/n, Neves

Colégio Municipal Estephania de Carvalho – Rua Bispo Dom João da Mata 466 – Laranjal

Escola Municipal Desembargador Ronald de Souza – Rua Francisco Campos s/nº – Jardim Catarina

Escola Municipal Pastor Haroldo Gomes – Estrada das Palmeiras s/nº – Itaúna

Colégio Municipal Irene Barbosa Ornellas – Rua Belarmino Faria s/nº – Jardim Catarina

Escola Municipal Almirante Alfredo Carlos Soares Dutra – Rua Capitão Justiniano Pereira Faria, s/nº – Alcântara

Escola Municipal Paulo Reglus Neves Freire – Estrada da Conceição 1111 – Porto do Rosa

Escola Municipal Belarmino Nicardo Siqueira – Rua Evaristo da Veiga s/nº – Luiz Caçador

Escola Municipal Leda Vargas Giannerinni – Rua Ceclia Correa s/nº – Tribobó

Mandem mais endereços! A lista está ainda pequena.

Fica registrado o agradecimento a todas as empresas e pessoas que colaboraram até agora. E o convite para quem ainda não fez doações.

Chuvas de Niterói: Cubango e Viçoso Jardim em 10/04/10

Filed under: observações,pessoal — pjresende @ 2:58 am
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No último sábado, 10/04, eu e mais duas pessoas tomamos a decisão da fazer doações e trabalho voluntário em favor das pessoas atingidas pelas chuvas no bairro do Cubango, em Niterói. Reunimos roupas, alimentos, agua potável, roupas de cama e fomos até a quadra da escola de Samba Acadêmicos do Cubango.

O caminho seguido até lá, feito pela Noronha Torrezão, revelou estragos diversos, especialmente deslizamentos que, entre outras coisas, cobriram por completo o ponto de parada da linha circular 49. Funcionários da Prefeitura de Niterói retiravam barro das calçadas e alguns pontos ainda permaneciam de tal forma que era difícil andar pelas calçadas.

Noronha Torrezão

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Na eAcadêmicos do Cubangoscola de samba, a primeira surpresa positiva foi constatar que dezenas de outras pessoas tiveram a mesma iniciativa. O local tem servido como um ponto de coleta e distribuição de doações. Os voluntários, vários deles membros da própria comunidade, determinam o que enviar para as escolas públicas e outros locais onde estão dos desabrigados. A ajuda é muito bem vinda, especialmente os itens que mais fazem falta, como sabonetes, pomadas para assaduras e absorventes íntimos. Os alimentos tem sido suficientes para prover condições mínimas a todos os que estão dependendo dessa ajuda. Além das doações, braços são muito bem recebidos, pois há material para ser separado, organizado, segregado e entregue.

O Grêmio Recreativo,  de tantas festas e comemorações, promove agora um verdadeiro carnaval de solidariedade.  Donativos dividem o espaço com as lembranças do passado, e o estandarte da escola bilha em meio a pessoas incansáveis em um constante ir e vir.

O segundo ponto visitado foi a Escola Estadual Doutor Memória, onde estão algumas das famílias desabrigadas. Lá, encontramos moradores e voluntários da Arquidiocese de Niterói organizando donativos e provendo o necessário para cada um. Uma comunidade que, mesmo depois de perder muito do que tinha, ainda colaborava com outras vítimas das chuvas. De lá, partiram donativos para vítimas abrigadas em Itaúna, no município de São Gonçalo. Era visível o número de crianças ali presentes. As mais novas pareciam alheias a tudo, e brincavam felizes apesar das condições em que se encontravam.

Escola Estadual Doutor Memoria

A última parada foi uma visita ao Morro do Bumba, onde ocorreu o mais grave deslizamento de Niterói. A comunidade tem sido atendida por um grande contingente da Defesa Civil. Há retroescavadeiras, ambulâncias, viaturas da polícia. A cada hora, diminui a probabilidade serem encontrados sobreviventes. Em breve, a busca será somente pelos corpos que deverão ser identificados por familiares.

A garagem de uma empresa de transporte rodoviário serve como base para a atuação do governo. Há também funcionários públicos e assistentes sociais no local. A imprensa está presente com fotógrafos, cinegrafistas e repórteres. Há voluntários de diversas igrejas, unidos no atendimento a desabrigados e feridos.

A visão é impressionante. Há uma enorme vala de cor preta em meio a residências, que toma parte considerável do morro. Não há como acreditar, num primeiro momento, que ali havia casas, uma creche municipal, uma pizzaria e uma escola técnica. O preto da terra não denuncia a urbanização que ali havia.

O que mais choca em tudo isso é saber que aquela localidade já havia sido alvo de estudos, do pleno conhecimento da Prefeitura de Niterói. Há pelo menos cinco anos, já se sabia de riscos associados à ocupação da área, e não houve qualquer esforço da Prefeitura no sentido de poupar aquelas vidas da dor e das perdas que hoje são sentidas. Nesse exato momento, resta terra negra, poeira e mortes, consequentes de uma omissão que revela um certo descaso pela vida humana.

Ontem, enquanto estávamos lá, o governador do Rio, Sergio Cabral, também visitava o local. Talvez fosse salutar que o Prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, também fizesse uma visita. Afinal de contas, há muitos anos ele governa a cidade, e por essa razão o seu desconhecimento sobre a história e os riscos daquele local pode ser considerado inaceitável.

Morro do Bumba

abril 9, 2010

Nota do Comitê de Favelas de Niterói – chuvas do Rio

Filed under: Uncategorized — pjresende @ 6:10 pm
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Tomo a liberdade de reproduzir abaixo matéria publicada pelo jornal de bairro do Globo online. Muito relevante para a discussão da questão das chuvas no Rio:

Comitê de Favelas de Niterói exige retratação pública das autoridades

Esta manhã, o GLOBO-Niterói recebeu a seguinte nota, redigida pelo Comitê de Mobilização e Solidariedade das Favelas de Niterói, com o apoio das seguintes entidades, instituições e pessoas: Associação de Moradores do Morro do Estado; Associação de Moradores do Morro da Chácara; Sindsprev-RJ; Sepe-Niterói; Sintuff; Diretório Central dos Estudantes da UFF; vereador Renatinho (PSOL); deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL); Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (Apafunk); Movimento Direito pra Quem; Coletivo do Curso de Formação de Agentes Culturais Populares. Abaixo, a nota na íntegra:


“Nós, moradores de favelas de Niterói, fomos duramente atingidos por uma tragédia de grandes dimensões. Essa tragédia, mais do que resultado das chuvas, foi causada pela omissão do poder público.
A prefeitura de Niterói investe em obras milionárias para enfeitar a cidade e não faz as obras de infraestrutura que poderiam salvar vidas. As comunidades de Niterói estão abandonadas à sua própria sorte. Enquanto isso, com a conivência do poder público, a especulação imobiliária depreda o meio ambiente, ocupa o solo urbano de modo desordenado e submete toda a população à sua ganância.
Quando ainda escavamos a terra com nossas mãos para retirarmos os corpos das dezenas de mortos nos deslizamentos, ouvimos o prefeito Jorge Roberto Silveira, o secretário de Obras, José Roberto Mocarzel, o governador Sérgio Cabral e o presidente Lula colocarem em nossas costas a culpa pela tragédia. Estamos indignados, revoltados e recusamos essa culpa. Nossa dor está sendo usada para legitimar os projetos de remoção e retirar o nosso direito à cidade.

Nós, favelados, somos parte da cidade e a construímos com nossas mãos e nosso suor. Não podemos ser culpados por sofrermos com décadas de abandono, por sermos vítimas da brutal desigualdade social brasileira e de um modelo urbano excludente. Os que nos culpam, justamente no momento em que mais precisamos de apoio e solidariedade, jamais souberam o que é perder sua casa, seus pertences, sua vida e sua história em situações como a que vivemos agora.

Nossa indignação é ainda maior que nossa tristeza e, em respeito à nossa dor, exigimos o retratamento imediato das autoridades públicas. Ao invés de declarações que culpam a chuva ou os mortos, queremos o compromisso com políticas públicas que nos respeitem como cidadãos e seres humanos.”

Paes, Cabral e Roberto Silveira: Três perfis para lidar com a tragedia das chuvas no Rio de Janeiro

O drama das chuvas no Rio de Janeiro tem servido para revelar, em um ano eleitoral, que há diferentes perfis de governo e de forma de responder às tragedias.

Gostaria de falar sobre governantes que se tornaram personagens centrais nessa semana, e sobre como eles revelam seus perfis e suas formas de trabalhar pela sociedade.

Primeiramente, vou falar de Eduardo Paes. Esclareço que não sou partidário dele, e que isso me dá isenção suficiente para louvar a postura adotada desde o primeiro momento. Diferente de todos os demais, o prefeito do Rio de Janeiro assumiu a frente das ações da Prefeitura Municipal. Demonstrou conhecimento de informações técnicas e das ações que estavam ao seu alcance para enfrentar o problema. Eduardo Paes fez reuniões durante a madrugada, concedeu entrevistas coletivas, falou com a imprensa e a sociedade em diversos momentos. Articulou suas secretarias para concentrar esforços nas ações mais críticas. Deu satisfações, representou o papel de um governante responsável e empenhado.

O mesmo não se pode falar de Sérgio Cabral. O “amigo de Lula” demorou a vir a público. Quando concedeu suas poucas entrevistas, não demonstrou conhecimento dos fatos. Sergio Cabral se preocupou mais em reafirmar o apoio do Presidente Lula do que de falar do drama das pessoas atingidas. Foi parcialmente representado por seu Secretario de Saude e Desfesa Civil, Sergio Cortes, e não se posicionou com fatos, só com ideias e discursos.

Uma das questões mais delicadas relacionadas à postura de Sérgio Cabral foi a negativa às ofertas originadas de outros estados do Brasil para o enfrentamento da tragédia. Convém questionar as razões da negativa de Cabral, que prefere aguardar o envio de apenas 40 homens da Força Nacional e de um hospital de campanha. Quais são os estados que ofertaram bombeiros para o Rio de Janeiro? Em um ano eleitoral, no qual Sergio Cabral certamente tentará a reeleição, cabe perguntar: será que os partidos dos governantes que ofertaram ajuda contribuíram para a decisão do governador do Rio? Justamente nesse ano, Cabral já acumula problemas relacionados ao Metro do Rio, o funcionamento das barcas e outros. Será que o recebimento de apoio de outros governadores seria um sinal de fraqueza?

Por último, falo de Jorge Roberto Silveira. O prefeito de Niterói demorou a vir a público, demonstrou falta de conhecimento sobre questões básicas como, por exemplo, a quantidade de famílas em áreas de risco. Seus secretários demonstram a mesma falta de domínio da questão, tal como foi evidenciado, por exemplo, pelo Secretário dos Serviços Públicos de Niterói, Jose Mocarzel. Depois de diversos mandatos à frente da cidade, Jorge Roberto Silveira demonstrou que, mesmo com tantos anos de prefeitura, não conhece profundamente a cidade de Niterói. Pergunto: se as casas do morro do Bumba, onde houve o mais grave dos acontecimentos, tinha fornecimento de luz e energia, como poderia a Prefeitura desconhecer que ali se instalaram familias de forma irregular?

São apenas três pessoas, e não podem ser responsabilizados – nem elogiados – por tudo o que tem acontecido. Mais uma pergunta vale a pena ser feita: onde estão os outros secretários estaduais e municipais? Qual foi a atuação dos deputados estaduais e dos vereadores nos anos que antecederam essa semana de calamidade?

Não vamos esquecer de outras cidades como São Gonçalo, Petrópolis, Maricá e tantas outras afetadas. Temos mesmo é que perguntar: o que cada autoridade fez e faz pelo bem da sociedade? O que tem sido feito para evitar os problemas ambientais e sociais do Rio de Janeiro e do Brasil?

Procurem mains informações e lembrem do que aconteceu quando chegar o período eleitoral.

abril 8, 2010

Corrente da Solidariedade com as vítimas das chuvas

Filed under: pessoal — pjresende @ 3:33 pm
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Independente do quanto estamos chocados, revoltados ou até indiferentes à calamidade que se abateu sobre o estado do Rio de Janeiro, não podemos ser omissos em relação à dor de todas as pessoas que foram atingidas pela chuva, pelos deslizamentos e demais transtornos.

Gostaria de convidar a todos à realização de gestos concretos em favor de todos aqueles que sentem hoje impactos das chuvas em nosso estado. Para termos uma sociedade justa, transformada e sustentável, creio que o dever moral de cada cidadão seja o de prestar esse apoio às vítimas dessa tragédia ambiental e social.

Façamos a nossa parte. Há necessidade de doações, de trabalho voluntário, e de brigar para que coisas como essa não se repitam. Minha sugestão para todos é que façamos uma grande Corrente de Solidariedade.

Muitos lugares estão recebendo doações, outros acolhem os desabrigados. Se cada um de nós fizer um pouco, haverá menos dor e menos sofrimento para todas as vítimas.

abril 7, 2010

A Chuva do Rio de Janeiro

Filed under: observações,pessoal — pjresende @ 2:58 am
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Parece que foi ontem, quando os noticiários narravam os estragos das chuvas em Santa Catarina e São Paulo. Era doloroso acompanhar o drama daquela gente, da mesma forma que era triste ver quantas vidas humanas se perderam em terremotos no Haiti, no Chile, na Indonésia.

Mas, por mais triste que fosse, era distante, tão distante que não permitia uma sensação muito apurada daqueles dramas coletivos.

E de repente, sem aviso e sem alarde, a tempestade caiu sobre o estado do Rio de Janeiro. Não há quem possa dizer que essa tragédia estava anunciada. Não estava. Há décadas não se vê chuvas tão fortes aqui.

E a tragédia ganha outros contornos quando acontece perto desse jeito. Vejo as águas que cobrem ruas pelas quais passo todos os dias. Vejo o desespero de gente conhecida, a terra deslizando e impedindo que os meus parentes e amigos sigam suas vidas dentro da normalidade esperada.

São dezenas de vidas tão próximas e conhecidas que não permitem o distanciamento que preserva a calma. E tudo à volta inspira preocupação: vejo caixas, plásticos e pedaços de madeira que bóiam na torrente, ouço as pancadas de chuva que empurram as minhas janelas, ouço cada gota cair na companhia do vento.

A vida certamente segue o seu ritmo, mas uma pergunta fica parada no tempo, como que pairando no ar: será que haveria prevenção contra o que hoje presenciamos?

Não há como culpar o governo, não com relação aos deslizamentos e enchentes que ocorreram de forma tão generalizada por todo o estado.

Mas uma coisa é certa: todos temos a obrigação de agradecer aos médicos, bombeiros, policiais, políticos, enfermeiros e tantos outros voluntários que se dedicam desde a madrugada passada para o nosso bem.

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