Terminou hoje o prazo para a entrega de mais casas para os desabrigados do morro do Bumba, segundo informações dadas pelo vice-governador do Estado do Rio de Janeiro em entrevista datada de 17 de abril. Apesar do ânimo que podemos ter com a notícia de que 93 apartamentos foram entregues a famílias afetadas pelos deslizamentos no morro, lembramos que isso não solucionará toda a questão.
Além disso, registro que a cobertura da imprensa e a ação dos governos municipal, estadual e federal deixam a desejar em relação a diversas questões relacionadas às chuvas:
- O que tem sido feito em relação aos desabrigados do Morro do Céu?
- Qual a solução da questão do lixo de Niterói? O aterro sanitário do Morro do Céu continuará em atividade depois que a situação estiver normalizada?
- O senhor Prefeito de Niterói tem planos para alterar a forma de operação da CLIN? A coleta seletiva, por exemplo, será uma realidade na cidade?
- Qual será o destino das áreas onde ocorreram as maiores tragédias da história de Niterói?
As perguntas estão ordenadas em ordem de horizonte de solução. O mais importante é, desde já, dar novamente um lar e restituir a dignidade das vítimas das chuvas. Depois disso, será bom para a cidade de Niterói que o lixo seja tratado de outra forma, do ponto de vista das políticas públicas. Precisamos resolver a questão dos resíduos e da disposição final que podem ter. Cairia bem para a cidade dar ênfase em programas de conscientização quanto aos 3R´s da sustentabilidade – reduzir o consumo, reutilizar, reciclar.
E quanto às áreas afetadas? O governo tme de ser eficiente no sentido de eliminar o risco das áreas serem novamente ocupadas. Devemos pensar numa forma consciente de utilização daquelas áreas. Deixar os terrenos baldios vai promover uma nova ocupação. Os morros do Bumba e do Céu precisam de soluções urbanísticas planejadas, preferencialmente sustentáveis, que promovam o desenvolvimento local e inviabilizem a ocupação por novas casas.
É o mínimo que o Poder Público poderia oferecer àquelas áreas, levando-se em conta os indícios de negligência e de “promoção da ocupação” que supostamente beneficiaram a políticos que posteriormente o personificaram.




