Arquivo da categoria ‘Política’

PV RJ: minha filiação

Agosto 27, 2009

PV

Caríssimos amigos,

compartilho com vocês a notícia de que acabo de me filiar ao Partido Verde.

Pela primeira vez, me identifiquei com uma causa política partidária. Por essa razão, hoje comemoro o meu ingresso num partido que tem mostrado a sua força e a sua capacidade de promover a mudança.

Bolsa Familia e Qualificação Profissional – PLANSEQ

Janeiro 16, 2009

Foi com indisfarçável alegria que peguei numa agência da Caixa Econômica Federal um prospecto que trata do Plano Setorial de Qualificação – Planseq, que oferece cursos de qualificação profissional para os atendidos pelo Programa Bolsa Família, do Governo Federal.

O grande mérito de uma iniciativa do gênero é que ela começa a esboçar uma solução para o grande problema apontado no Bolsa Família: a inexistência de uma “porta de saída”, ou seja, o risco do beneficiado se adaptar confortavelmente ao benefício e viver como se ele fosse permanente.

O Governo Federal sempre evitou tratar do assunto. Pesava no discurso oficial o fato de todos os indicadores sociais pertinentes apresentarem melhorias. Mas o fato é que o programa foi concebido sem que fosse prevista uma alternativa para o beneficiado, voluntariamente ou não, promover a sua própria emancipação e assim superar definitivamente a linha da pobreza.

Com essa iniciativa, parece que o indivíduo terá a possibilidade de se qualificar, disputar um emprego e, tão logo seja contratado, terá um trabalho que lhe forneça o sustento, deixando assim de ser elegível para manter o benefício. Certamente, esse tipo de resultado será comemorado por dois motivos: pelo sucesso de cada novo emancipado e pela redução do montante de investimentos no Programa que, somente no ano de 2008, consumiu em torno de R$9,8 bilhões do orçamento federal (fonte: Portal da Transparência).

Se, por um lado, é inegável o benefício que o Programa gera para o país, por outro também é inegável que ele pesa no bolso dos cidadãos que o sustentam. Não podemos nos esquecer que esse recurso é proveniente de diversas fontes, dentre as quais certamente se destacam os nossos impostos.

Torço para que essa seja a primeira ação de um conjunto de medidas para que os atendidos pelo Bolsa Família possam, orgulhosamente, solicitar o cancelamento do benefício.

Dai a Paes o que é de… Cesar?

Novembro 25, 2008

Cesar Maia encerra seu polêmico período de gestão da cidade do Rio de Janeiro de um modo melancólico e, no mínimo, “exótico”.

Já exonerou a dirigente da Previ-Rio em meio a suspeitas de uma transação que incluía a compra, por parte da instituição, de títulos municipais para equilibrar as finanças. Fez, com celeridade inusitada, um processo de licitação para mudar a estrutura dos estacionamentos rotativos (o que resultou em trocas de tapas em diversas ruas do Rio).

Agora, inicia um movimento que, se concluído, vai tercerizar os parques da cidade. Como, se nem todos têm infraestrutura básica?

Cesar Maia, talvez, esteja vivendo um fabuloso afã de arrumar a cada para Eduardo Paes. Ou, numa outra perspectiva, pode estar empenhado em “tapar os buracos” de seus mandatos, em especial para evitar punições basedas no descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

A questão aqui não é julgá-lo, mas propor uma reflexão: em tempos de fim de mandato, de mudança política, é cabível implementar essas e outras propostas?

Será que Cesar Maia sabe dos planos de Paes para o Rio? Ele pode estar em franca aceleração do processo de transição.

Ou não.

Eduardo terá Paz?

Outubro 28, 2008

Antes mesmo de terminar a comemoração da vitória, Eduardo Paes já passa pelo primeiro teste imposto pela imprensa: o pente fino aplicado nas últimas medidas anunciadas.

A Prefeitura do Rio terá cargos concedidos a cada um dos partidos que apoiou o peemdebista em sua vitória no Rio. Aparentemente, uma contradição com as suas promessas de campanha. Será estranho, em especial, se o Partido Republicano Brasileiro indicar algum secretário municipal, pois no caso deles a declaração de apoio foi formalizada pelo senador Marcelo Crivella sem interesse na concessão de cargos na prefeitura.

As promessas no campo da Saúde também foram alvo do crivo: embora o primeiro nome a ser indicado, nas promessas de campanha, fosse o do secretário de Saúde, foi a Casa Civil que inaugurou a nova gestão (Pedro Paulo, do PSDB). E as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que foram prometidas para a Zona Norte, serão construídas primeiro na Zona Oeste.

As matérias jornalísticas insinuam que Eduardo Paes se faz de desentendido quando essas inconsistências são apresentadas. Resta saber se o afinco da imprensa em verificar as promessas não-cumpridas dura mais do que a paciência do novo Prefeito. Se Eduardo for o perdedor do embate, nem mesmo as cumplicidades do governo do Estado e do Presidente lhe trarão paz.

Aliás, essa relação virtuosa pode ter um término antecipado: em 2010, haverá eleições para governador e presidente. Se a parceria é o cerne do governo do novo prefeito, o mandato será de apenas dois anos.

Campanha Municipal no Rio: dá para confiar?

Julho 27, 2008

A campanha para as eleições municipais no Rio já está nas ruas. A despeito da proibição de certas formas de propaganda, grande parte dos candidatos usam e abusam de formas irregulares de divulgação de suas “nobres” campanhas.

Agora, pensemos: se um candidato ou candidata despreza a Lei desde a campanha, como vamos esperar que seja a sua conduta caso seja eleito?

Vale a pena pensar a respeito.

Os 300 do IPEA

Junho 30, 2008

Já há algum tempo, a imprensa tem denunciado indícios de desmonte e degeneração do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA. A situação já foi abordada na revista Veja, agora recebe o comentário de Elio Gaspari.

Pois bem: o Instituto que foi criado nos tempos da Ditadura e passou incólume por algumas gestões presidenciais agora, segundo afirmam, padece sob o jugo de aliados e amigados do Governo Federal. A interferência atua sobre a Direção, as esquipes técnicas e, agora, até sobre os métodos de divulgação das pesquisas que eles ainda têm a autorização de divulgar.

Algumas humildes contribuições para a discussão:

1 – Em um governo que tem a virtude de cooptar seus opositores com cargos e pactos, sempre é salutar aos cérebros privilegiados que haja algum tipo de blindagem que lhes permita pensar em paz, para que possam trazer à tona algumas ponderações relevantes. Parece que o corpo técnico do IPEA perdeu esse tipo de proteção;

2 – Se as preocupações expressas na revista Veja e no Globo forem pertinentes, o governo demonstra mau-gosto  no que se refere à orientação dos rumos do IPEA. Talvez Mangabeira Unger fosse melhor como oposicionista;

3 – Aliás, Mangabeira Unger tem colecionado más contribuições para o segundo mandato de Lula. Nem a pesquisa econômica, nem a Amazônia podem com ele;

4 – O IPEA possui um quadro técnico que conta com cerca de 300 economistas, fortemente instrumentados para que possam pensar nos rumos do país. Vale a pena prejudicar a capacidade que têm de contribuir para a nossa Nação?

Para quem viu no cinema, remeto ao filme 300 de Esparta. o resumo da história: 300 soldados espartanos se mobilizam para o combate contra um contingente de mais de um milhão de soldados do império Persa. Obviamente, não estou aqui sugerindo que haja uma insurreição no Instituto contra os “novos rumos” da história. Mas talvez venha a ser útil que divulgassem algum documento onde fosse possível entender o que eles pensam a respeito do quadro. E se eles enxergarem horizontes mais promissores com essas mudanças recentes, que possam trabalhar sossegados.