Outros Pensamentos

abril 9, 2010

Nota do Comitê de Favelas de Niterói – chuvas do Rio

Filed under: Uncategorized — pjresende @ 6:10 pm
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Tomo a liberdade de reproduzir abaixo matéria publicada pelo jornal de bairro do Globo online. Muito relevante para a discussão da questão das chuvas no Rio:

Comitê de Favelas de Niterói exige retratação pública das autoridades

Esta manhã, o GLOBO-Niterói recebeu a seguinte nota, redigida pelo Comitê de Mobilização e Solidariedade das Favelas de Niterói, com o apoio das seguintes entidades, instituições e pessoas: Associação de Moradores do Morro do Estado; Associação de Moradores do Morro da Chácara; Sindsprev-RJ; Sepe-Niterói; Sintuff; Diretório Central dos Estudantes da UFF; vereador Renatinho (PSOL); deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL); Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (Apafunk); Movimento Direito pra Quem; Coletivo do Curso de Formação de Agentes Culturais Populares. Abaixo, a nota na íntegra:


“Nós, moradores de favelas de Niterói, fomos duramente atingidos por uma tragédia de grandes dimensões. Essa tragédia, mais do que resultado das chuvas, foi causada pela omissão do poder público.
A prefeitura de Niterói investe em obras milionárias para enfeitar a cidade e não faz as obras de infraestrutura que poderiam salvar vidas. As comunidades de Niterói estão abandonadas à sua própria sorte. Enquanto isso, com a conivência do poder público, a especulação imobiliária depreda o meio ambiente, ocupa o solo urbano de modo desordenado e submete toda a população à sua ganância.
Quando ainda escavamos a terra com nossas mãos para retirarmos os corpos das dezenas de mortos nos deslizamentos, ouvimos o prefeito Jorge Roberto Silveira, o secretário de Obras, José Roberto Mocarzel, o governador Sérgio Cabral e o presidente Lula colocarem em nossas costas a culpa pela tragédia. Estamos indignados, revoltados e recusamos essa culpa. Nossa dor está sendo usada para legitimar os projetos de remoção e retirar o nosso direito à cidade.

Nós, favelados, somos parte da cidade e a construímos com nossas mãos e nosso suor. Não podemos ser culpados por sofrermos com décadas de abandono, por sermos vítimas da brutal desigualdade social brasileira e de um modelo urbano excludente. Os que nos culpam, justamente no momento em que mais precisamos de apoio e solidariedade, jamais souberam o que é perder sua casa, seus pertences, sua vida e sua história em situações como a que vivemos agora.

Nossa indignação é ainda maior que nossa tristeza e, em respeito à nossa dor, exigimos o retratamento imediato das autoridades públicas. Ao invés de declarações que culpam a chuva ou os mortos, queremos o compromisso com políticas públicas que nos respeitem como cidadãos e seres humanos.”

Paes, Cabral e Roberto Silveira: Três perfis para lidar com a tragedia das chuvas no Rio de Janeiro

O drama das chuvas no Rio de Janeiro tem servido para revelar, em um ano eleitoral, que há diferentes perfis de governo e de forma de responder às tragedias.

Gostaria de falar sobre governantes que se tornaram personagens centrais nessa semana, e sobre como eles revelam seus perfis e suas formas de trabalhar pela sociedade.

Primeiramente, vou falar de Eduardo Paes. Esclareço que não sou partidário dele, e que isso me dá isenção suficiente para louvar a postura adotada desde o primeiro momento. Diferente de todos os demais, o prefeito do Rio de Janeiro assumiu a frente das ações da Prefeitura Municipal. Demonstrou conhecimento de informações técnicas e das ações que estavam ao seu alcance para enfrentar o problema. Eduardo Paes fez reuniões durante a madrugada, concedeu entrevistas coletivas, falou com a imprensa e a sociedade em diversos momentos. Articulou suas secretarias para concentrar esforços nas ações mais críticas. Deu satisfações, representou o papel de um governante responsável e empenhado.

O mesmo não se pode falar de Sérgio Cabral. O “amigo de Lula” demorou a vir a público. Quando concedeu suas poucas entrevistas, não demonstrou conhecimento dos fatos. Sergio Cabral se preocupou mais em reafirmar o apoio do Presidente Lula do que de falar do drama das pessoas atingidas. Foi parcialmente representado por seu Secretario de Saude e Desfesa Civil, Sergio Cortes, e não se posicionou com fatos, só com ideias e discursos.

Uma das questões mais delicadas relacionadas à postura de Sérgio Cabral foi a negativa às ofertas originadas de outros estados do Brasil para o enfrentamento da tragédia. Convém questionar as razões da negativa de Cabral, que prefere aguardar o envio de apenas 40 homens da Força Nacional e de um hospital de campanha. Quais são os estados que ofertaram bombeiros para o Rio de Janeiro? Em um ano eleitoral, no qual Sergio Cabral certamente tentará a reeleição, cabe perguntar: será que os partidos dos governantes que ofertaram ajuda contribuíram para a decisão do governador do Rio? Justamente nesse ano, Cabral já acumula problemas relacionados ao Metro do Rio, o funcionamento das barcas e outros. Será que o recebimento de apoio de outros governadores seria um sinal de fraqueza?

Por último, falo de Jorge Roberto Silveira. O prefeito de Niterói demorou a vir a público, demonstrou falta de conhecimento sobre questões básicas como, por exemplo, a quantidade de famílas em áreas de risco. Seus secretários demonstram a mesma falta de domínio da questão, tal como foi evidenciado, por exemplo, pelo Secretário dos Serviços Públicos de Niterói, Jose Mocarzel. Depois de diversos mandatos à frente da cidade, Jorge Roberto Silveira demonstrou que, mesmo com tantos anos de prefeitura, não conhece profundamente a cidade de Niterói. Pergunto: se as casas do morro do Bumba, onde houve o mais grave dos acontecimentos, tinha fornecimento de luz e energia, como poderia a Prefeitura desconhecer que ali se instalaram familias de forma irregular?

São apenas três pessoas, e não podem ser responsabilizados – nem elogiados – por tudo o que tem acontecido. Mais uma pergunta vale a pena ser feita: onde estão os outros secretários estaduais e municipais? Qual foi a atuação dos deputados estaduais e dos vereadores nos anos que antecederam essa semana de calamidade?

Não vamos esquecer de outras cidades como São Gonçalo, Petrópolis, Maricá e tantas outras afetadas. Temos mesmo é que perguntar: o que cada autoridade fez e faz pelo bem da sociedade? O que tem sido feito para evitar os problemas ambientais e sociais do Rio de Janeiro e do Brasil?

Procurem mains informações e lembrem do que aconteceu quando chegar o período eleitoral.

agosto 19, 2008

Esse Imenso Brasil

Filed under: Uncategorized — pjresende @ 8:29 pm

Por conta do meu trabalho, tenho visitado várias cidades brasileiras, em todas as regiões do país.

Qualquer um que passe por experiência parecida certamente é tentado a teorizar sobre algum aspecto cultural, social ou econômico comum a todos os lugares. Apesar de eu ser um desses, não vou fazê-lo aqui.

Mas preciso registrar o quanto é maravilhosa a experiência de ir a vários lugares e perceber que, em todo o Brasil, há gente determinada a melhorar a sua atividade empresarial, a sua sociedade e, em última instância, o nosso país.

Há que se celebrar uma coisa assim, uma capacidade de respeitar as limitações mas, mesmo assim, querer superá-las. Quanto mais eu viajo, mais exemplos como esse eu encontro. Me traz a idéia reconfortante de que o Brasil não é imenso somente nas medidas, mas também nas potencialidades. Aliás, me parece que, a cada dia, encontro mais gente que está a um passo de dar o grande salto.

Torço por todos.

maio 1, 2008

Com a palavra, os mudos

Filed under: Uncategorized — pjresende @ 4:31 pm
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Que período infeliz, esse que a imprensa nacional vive. A sensação mais forte que tenho é a de que falta assunto a ser tratado nos jornais. O caso Isabella, por exemplo, foi alçado ao status de um “big brother na vida real”, tamanha a exposição e o sensacionalismo a ele conferido. O recente escândalo do (ex?) jogador Ronaldo Fenômeno se transformou numa novela de relacionamentos desfeitos e projeção “merchandisica” do travesti que protagonizou o episódio. Assim como esses, outros assuntos tem sido repetidos à exaustão, ocupando todos os jornais de todas as emissoras e editoras do mercado.

Em relação ao caso da menina, o que causa tamanha comoção? Seria a morte de uma criança? Certamente não. O Brasil, infelizmente, tem estatísticas relevantes de casos de violência infantil, muitas vezes realizada pelos próprios pais das vítimas. Talvez toda a repercussão se dê pelo fato dos principais suspeitos do assassinato serem, além de pai e madrasta da criança, cidadãos instruídos da classe média paulistana. Enfim, “gente de bem”. Essa visão explicitaria, novamente, a questão do preconceito social no país: as mortes na periferia e no interior não merecem tanto foco quanto um crime ocorrido no mundo das pessoas “centrais”…

Mas não me parece ser isso: insisto que é sinal da exaustão temporária da nossa imprensa. As mesmas coisas são repetidas de forma mecânica nos jornais matutinos, vespertinos e noturnos. Pautas são montadas para que, em todo um telejornal, seja reafirmado que não houve nenhuma novidade desde a edição anterior.

Essa aparente deficiência de pauta pode ser, na verdade, reflexo de decisões editoriais que se concentram naquilo que sabem que “dá IBOPE“. Mais do mesmo, para garantir o prezado anunciante. Nada contra. Mas, para o bem da imprensa e da sociedade, seria de muito bom grado reservar uma pequena fração dos noticiários para temas emergentes. A diversidade enriquece e evita que se formem arquétipos sobre o que somos ou deixamos de ser.

Enquanto todos se concentrarem naquilo que já foi explorado à exaustão, sobre o que já não há mais nada a dizer, viveremos essa realizade: com a palavra, os mudos.

julho 13, 2007

A Patota Boquirrota

Filed under: Uncategorized — pjresende @ 3:29 am

Continua o drama: desde o acidente com o avião da GOL, o Brasil mergulhou numa crise aérea ainda sem solução.

Mas, pior do que sentir na pele os efeitos dos atrasos dos vôos é constatar que o governo,  longe de articular uma solução rápida, evidencia o despreparo para lidar com uma situação. Vejamos:

- Waldir Pires, Ministro da Defesa: não solucionou a questão, já esteve com a cabeça a prêmio e não consegue dizer outra coisa além de que a crise aérea será solucionada “em breve” (esse “em breve” se arrasta desde o ano passado);

- Marta Suplicy, Ministra do Turismo: afirmou que o turista, frente aos atrasos dos vôos, tem que “relaxar e gozar”;

-  Lula, Presidente do Brasil: disse que o brasileiro tem mania de reclamar

- Guido Mantega, Ministro da Fazenda: disse que a crise aérea é sinal de prosperidade

Um detalhe: eles têm à disposição os aviões da FAB. Não precisam ficar esperando para o embarque em aviões que decolam com horas de atraso.

Se eles falassem menos, talvez a insatisfação fosse menor.

junho 26, 2007

Quem vai dar o Empurrãozinho?

Filed under: Uncategorized — pjresende @ 10:45 pm

Enquanto o senador Renan Calheiros dança à beira de um abismo, espalhando documentos pouco esclarecedores como se fossem confetes vigorosamente lançados por foliões de carnaval, faz falta um bravo que formalize que há algo de podre no reino da Dinamarca.

Três senadores já ocuparam a relatoria. Outros já saíram de fininho. Resta ainda a responsabilidade da Comissã responsável por investigar se houve quebra de decoro por parte de Renan. Mas a relatoria permanece vaga. Parece que a função causa mal-estar.

O ponto é que o relator, seja quem for, estará sobre o fio de uma navalha: se concluir que houve irregularidade, contraria a vontade da cúpula governista; se, por outro lado, pede o arquivamento do proceso, será alvode saraivada de petardos da opinião pública, da impresna, talvez até dos vizinhos.

Enquanto a elite política debate a sobrevida do senador boiadeiro, o povo assiste, pasmo e impotente, aos novos e absurdos capítulos dessa estranha novela.

junho 15, 2007

A Indisfarçavel Simpatia pela Torcida do Fluminense

Filed under: Uncategorized — pjresende @ 3:01 am

Eu confesso: apesar de não ser tricolor, é indisfarçável a minha simpatia pela torcida do Fluminense.

Freqüentemente, circulo pelas imediações do Maracanã durante o final-de-semana. Sem querer desmerecer os torcedores dos demais times, mas o que mais me impressiona no público do Fluminense é o nível de boa educação da torcida. Raramente, presenciei tumultos na entrada ou saída dos jogos.

Na época em que eu cursava a faculdade à noite, muito próximo ao Maraca, era comum, mesmo na época de decisão do campeonato carioca, ver uma quantidade enorme dos seus  torcedores uniformizados circulando pelos arredores com toda a tranqüilidade, sem sequer atrapalhar as aulas noturnas. Crianças de colo, com a camisa do time, fazem parte do público seleto que comemora as vitória ou lamenta, cabisbaixo e sem fazer quebra-quebra, quando o time leva a pior.

Se esse nível de civilidade fosse o padrão do comportamento para todos os torcedores cariocas, o nosso futebol seria um espetáculo ainda mais grandioso. Além disso, não seria necessário que o governo investisse recursos em campanhas publicitárias pedindo, encarecidamente, que os freqüentadores do Maracanã preservem o patrimônio do estado. Aliás, a respeito disso, foi realmente uma tristeza ouvir o secretário de esportes do Estado afirmar em entrevista que, a cada jogo no Maracanã, dezenas de cadeiras são quebradas, acarretando despesas de substituição.

Parabéns à torcida tricolor. Espero que outras tantas, em breve, possam ser elogiadas pela mesma razão.

abril 20, 2007

O Caos no Trânsito no Rio de Janeiro

Filed under: Uncategorized — pjresende @ 6:04 pm

Nos últimos dias, a população do Rio de Janeiro tem assitido a uma série de relatos de problemas no sistema de transportes: 7 incidentes nas barcas em um mês; a exibição de uma série de reportagens sobre a superlotação no Metrô (produzida pela Rede Globo); isso sem contar os inúmeros engarrafamentos que ocorrem em pontos críticos como a Avenida Brasil, a Alameda São Boaventura, rua Riachuelo e outras vias de escoamento do tráfego de carros.

Por que razão os meios de transporte passam a apresentar, simultaneamente, deficiências e mais deficiências? Seria a “síndrome do espaço aéreo” atacando em outras bandas? Talvez o efeito derradeiro das águas de março (que não caíram aqui pelo Rio, dada a estiagem que se abateu sobre nós)…

Provavelmente não foi nenhuma das duas suspeitas acima. Pode ser que, pela primeira vez, o tema “qualidade dos transportes no Rio” tenha alcançado a visibilidade necessária para virar pauta para a imprensa. O Metrô já apresenta problemas de lotação há mais de um ano, desde que as integrações começaram a proliferar por todos os cantos. As barcas têm um “vizinho castrador”, chamado Catamarã, que servem de freio para o processo de modernização dos serviços (quem duvida disso pode verificar que as duas barcas novas, que fazem o trajeto Rio-Niterói em 12 minutos, não circulam nos horários de saída dos “jumbocats” e similares).

Quando os serviços de transporte público, de um modo geral, apresentam deficiências generalizadas, resta aos bem-afortunados utilizar o carro no deslocamento casa-trabalho. O resultado disso é o aumento do número de veículos circulantes, o que resulta em congestionamentos, o que por fim causa a redução da velocidade média e assim compromete as linhas de ônibus. Se os trens também apresentarem problemas, será o caos generalizado.

O governo do Estado já anunciou a intenção de ampliar o trajeto da linha 2 do Metrô até o seu destino originalmente planejado, que é a estação Carioca. As barcas estão sob ameaça de intervenção. Parece que as coisas vão entrar nos eixos em breve. Aliás, foi um momento bastante propício para essa crise alcançar tamanha grandeza: o BNDES acaba de trocar de comando. Quem sabe assim não se viabilizam financiamentos para a melhoria dos transportes existentes, quem sabe a implantação do VLT…

abril 17, 2007

A Busca do Dinheiro pelo Dinheiro

Filed under: Uncategorized — pjresende @ 9:40 pm

Quando as pessoas perdem o sentido da finalidade do dinheiro, e passam a buscá-lo apenas com o objetivo da acumulação irrestrita, chegamos a um perigoso limiar: seja no campo das atividades lícitas ou na vida criminosa, o fato de uma ou outra pessoa se importar primordialmente com o quanto vai ganhar, relegando a segundo plano questões que afetam a coletividade, é sinal grave de doença moral.

Os deputados são acusados de legislarem em causa própria, discutinddo os reajustes do sálario, da verba de gabinete etc. Os traficantes corrompem e matam, e prestam o péssimo “desserviço” à sociedade de mostrarem a todos a riqueza que obtêm de suas atividades. Juízes e desembargadores corruptos vendem sentenças a clientes poderosos. Estelionatários se fazem passar por representantes de empresas públicas e privadas para extorquirem dinheiro de pessoas crédulas.

Quando a ganância é tamanha nos meios público, privado e marginal, começo a me preocupar com os rumos do país e do mundo.

Por onde devemos começar a faxina?

abril 13, 2007

O Chapéu do Deputado

Filed under: Uncategorized — pjresende @ 1:03 pm

Muito se falou a respeito do ato normativo, apoiado pelo excelentíssimo deputado Arlinfo Chinaglia (pronuncia-se “Quinalha”), que instituiria uma espécie de “uniforme de deputado”: calça social, terno, gravata e nenhum adereço regional ou “exótico”.  Diz-se que a causa disso tudo é o chapéu de couro do Deputado Mão Branca, da Bahia, utilizado durante as sessões plenárias da Cãmara.

Nada mais absurdo, na minha humilde opinião. Se um distinto deputado entrasse no Congresso vestido com uma alegoria carnavalesca de escola de samba, seria plausível a irritação de Arlindo Chinaglia. Não é o fato. Seja por orgulho ou por extravagância, o Deputado Mão Branca porta um dos símbolos de identificação que traz com as suas origens e com o seu eleitorado. Não é um chapéu de halloween, é uma representação da rica cultura regional brasileira.

Creio que o Congresso seria muito mais integrado aos anseios populares se os seus ocupantes trajassem as roupas típicas de suas respectivas localidades de origem (desde que não houvessem trajes obscenos, obviamente). Arlindo Chinaglia gasta o tempo precioso da Câmara discutindo as roupas, perdendo a oportunidade de votar as medidas provisórias e os projetos de lei que ali se avolumam.

Por incrível que pareça, mas o mais sensato de todos os que opinaram sobre o assunto foi o deputado Clodovil, que alegou que o deputado não deveria usar chapéu num recinto coberto.  Aliás, não tão incrível assim: afinal de contas, trata-se de um estilista, um homem da moda. Talvez ele seja o único habilitado para a discussão do tema que Arlindo Chinaglia incluiu na gigantesca pauta de discussões do Congresso Nacional.

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